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terça-feira, 8 de junho de 2010

Difícil de entender

O deputado André Vargas (PT) distribuiu nota à imprensa em que credita ao senador Osmar Dias o impasse pela formalização da coligação para enfrentar Beto Richa. E sugere o nome de Gleisi Hoffmann como o mais consistente para "liderar uma coalisão de forças para enfrentar a disputa pelo governo do Estado".
Ué, mas não exatamente pela insistência do PT em manter a candidatura de Gleisi ao Senado que fez o acordo embicar ladeira abaixo?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Limpando a área


Depois de garantir o apoio do PPS, o deputado Ricardo Barros (PP)recebe as unções do PSB de Severino Araújo e Wilson Quinteiro para a disputa ao Senado, informa Fábio Campana. A candidatura, que parecia impossível, já é coisa certa depois do acerto com o PSDB de Beto Richa. E com a aceitação dos diversos grupos do Chapão, vai se tornando viável. Principalmente se Osmar Dias desistir da disputa pela inviabilidade da coligação com PMDB e PT. Vai disputar uma vaga com Roberto Requião e Gleisi Hoffmann. Neste cenário, começa em terceiro. Dependendo do tamanho da briga, tem chance.
Foto: blog do Fábio Campana

Tiroteio

A metralhadora da central de boatos atira para todos os lados. Agora é Lauro Barbosa que reproduz nota de Esmael de Moraes sugerindo um grande acordo anti-Dilma no Estado, que levaria Osmar Dias a ser o governador na chapa com o PSDB. Claro que em política tudo pode acontecer. Mas nem mesmo se os cavalos subirem escadas de patins os tucanos deixarão Beto Richa desistir da candidatura. Que a cada dia que passa é mais vitoriosa.

Desengatado


Por onde passa o vice-prefeito Carlos Roberto Pupin tem reforçado que será candidato a deputado estadual pelo PDT que preside em Maringá. Tem dito, mas não tem aparentado. Pupin, que é muito chegado de Osmar Dias, está muito quieto para quem pretende pôr o carro na rua. OK que é muito cedo ainda e as convenções nem começaram, mas para quem quer conquistar a primeira vaga precisa correr o trecho. E Pupin ainda está naquela de medir a estrada.

Um balaio de gatos

A expressão herdei da avó Santinha, e se refere a aqueles casos em que todo mundo mia e ninguém define nada. Mas se o leitor tiver outra interpretação, que a use. Serve, no momento, para definir a situação no PMDB. O governador Orlando Pessuti luta para manter a candidatura, severamente boicotada internamente e usada como moeda de composição para atender interesse dos candidatos ao Parlamento. Requião, que tenta voltar ao Senado e econtra mais dificuldades do que previa, quer forçar a aliança como o PDT e o PT, para tirar da frente a forte concorrência de Osmar Dias, que lhe deixaria numa briga de navalha com o PT de Gleisi e Paulo Bernardo, seu desafeto da hora. As bancadas na Câmara e na Assembleia forçam a barra para coligar com o PSDB de Beto Richa, que aceita qualquer adesão que lhe cair no colo e garanta a unção ao Governo, para ter alguma chance de fazer voltar uma parte maior de deputados para as casas. Do jeito que vai, eles sabem que não farão nem metade do que têm hoje. E em política, sobrevivência é prioridade número um. Coerência fica lá no fim da fila.